O que o seu personagem quer de verdade?

Vamos pensar um pouco…

Hoje, depois de uma sessão de RPG, veio a fatídica pergunta do mestre. “O que achou da sessão?”.

Acho que vários mestres de RPG fazem essa pergunta depois de algumas horas de pura diversão. No mínimo ele quer saber como foi que ele mestrou e narrou para os jogadores nas últimas horas. Como ele se saiu depois de ter apresentado aos jogadores um desafio ou uma estória que ele preparou durante algum tempo, ou como ele se saiu improvisando algo que nem sequer ele tinha pensado em fazer.

Não importa, sempre o mestre vai querer saber disso. Por mais que ele não pergunte, sempre é bom o jogador responder a essa pergunta. Se não para o mestre, que seja então para os amigos de mesa.

Fiz uma observação ao mestre de que os jogadores do meu grupo estão fazendo a sua “lição de casa”, mas que estamos [na minha opinião] precisando de algo mais monótono, como dar “pé na bunda” de alguns pérrapados ou brigões de bar que encontramos no meio do caminho. Estamos há 4 sessões [em que se passaram menos de dois dias] correndo contra o tempo para realizar algo que estamos fazendo por puro senso de dever para com a sociedade.

Dois dos jogadores, um delegado de polícia e um padre, estão participando da peleja por seus ofícios assim os recomendar, mas os outros estão na mesma situação por que estão sendo envoltos na trama [e cabe aqui a observação de que ele começou a mestrar há bem pouco tempo e está tratando essa situação muito bem].

Todos os inimigos que encontramos no nosso caminho, são inimigos dignos de uma campanha de terror. Nada mais justo quando se trata de uma campanha de Ao Cair da Noite, porém, os personagens querem se envolver em coisas que estão no seu cotidiano também. Uma boa briga de bar, para aliviar a tensão de combater criaturas malignas de vez em quando ajuda muito o mestre. Fazer um assaltante, que acabou de roubar uma bolsa daquela velinha que passa na calçada, cruzar o caminho de um dos personagens, pode fazer com que ele sinta-se mais útil à sociedade. Coisas do gênero.

E isso falando de ações que envolvam a emoção do combate, mas podemos ter outras várias situações que não interferem, como conflitos sociais, por exemplo.

Ou seja, as vezes o mestre pensa numa situação totalmente complexa e os jogadores correspondem, mas as vezes os jogadores querem parar um pouco [na medida do possível] e fazer coisas mais corriqueiras…

Que tal, nas próximas sessões do seu grupo, deixá-los entrar num bar/taverna/prostíbulo/etc onde tenham alguns caras mais fracos que eles, só para eles saberem o quanto evoluíram. Para fazê-los lembrar de quando eram eles que estavam lá enchendo a cara e que talvez tenham levado uma surra de algum aventureiro incauto que por lá passava?

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Uma resposta

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