RPG e Responsabilidade Social…

O que você faz pelo RPG? Não quero dizer aquele assunto já muito comentado de RPG e Educação, mas sim ele no âmbito social. Pelo menos não tão especificamente.

O RPG costuma ser vítima de alguns preconceitos, como ‘jogo do demônio’, ‘seita de adoradores de sei-lá-quem’, etc, etc, etc… Mas o que nós, jogadores e mestres, estamos fazendo para melhorar a nossa própria situação?

Vi no grupo da Google dos blogs de RPG, alguém [juro que não lembro quem foi] falando que não se importava com esse tipo de situação. E alguns concordaram. Mas eu não.  Acho que a coisa tem que ser popularizada sim, assim como vem acontecendo com os animês e com vários eixos diferentes, mas que circulam os jogadores de RPG.

Sessões de RPG têm todo um misticismo, pois reúne em volta de uma mesa, alguns jovens falando um dialeto totalmente diferenciado do que as pessoas costumam ouvir. Nada mais justo trabalhar para que esse tipo de visão das pessoas que não jogam ou não conhecem o jogo, nos vejam com outros olhos.

Atualmente, tenho tentado participar de eventos de animês em toda a região e organizei um evento aqui na minha cidade do interior no final de 2008. Claro, enfrenta-se dificuldades, mas nada melhor que as tentativas para se chegar ao objetivo esperado.

Não sei como funciona o círculo de otakus em outras regiões do Brasil, mas sei que aqui no Ceará, as coisas estão indo muito bem para o RPG. Os eventos já contam com lugares para se jogar RPG e muitas pessoas que vão a esse tipo de lugar, levam em suas mochilas seus livros mais legais e algumas fichas em branco. De repente rola uma sessão e nada melhor que uma tarde de improviso com alguns amigos.

Sempre que sei de eventos, tento influenciar os organizadores a reservar um pequeno espaço para o RPG. Mesmo que eles achem que não dê ninguém, mas o espaço está lá, a disposição de quem quiser.

Outra coisa que venho fazendo, e estou achando bem interessante. Minha esposa é professora do ensino básico na cidade. Ela me disse que alguns alunos tinham alguma dificuldade em ler algumas coisas e eu lhe mostrei logo como utilizar o RPG para resolver isso.

Ela divide a sala em grupos e deixa os alunos com mais dificuldades em grupos separados. Aqueles que ela considera os mais ‘espertos’ de sua sala, ela pede para ajudá-la na confecção da aventura. A aventura consiste em contar histórias que façam eles descobrirem algumas sílabas pelo caminho. No final da estória, eles juntam as sílabas e formam algumas palavras como por exemplo: pirulito, sapato, coisas simples assim [ah, não custa nada comprar um saquinho de pirulito pros moleques, né!]…

Incentiva a garotada a aprender e ainda ensina o RPG desde pequeninos. Quando tiverem seus 15 anos, quem sabe teremos uma geração de jogadores que aprenderam à base de pirulitos? [kkk]

Agora sério. Fala pra gente o que você tem feito pelo RPG no nosso mundo real. Pelos blogs, Orkut’s da vida, jogos por internet e coisas do gênero, é bem fácil, mas levando em consideração o plano físico, eu acho muito mais importante.

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