Navios de linha

INICIATIVA GURPS

Esse é um post da INICIATIVA GURPS! Esses posts são sempre conjuntos, temáticos e periódicos. Assim, de 15 em 15 dias, você pode conferir a visão de vários autores sobre um mesmo assunto.

O tema desta edição da INICIATIVA GURPS é PIRATAS!

Um Navio de Linha ou Nau de Linha foi o tipo de embarcação de guerra construída a partir do século XVII até meados do século XIX, para fazer parte de táticas navais conhecidas como linhas de batalha, nas quais duas colunas de navios de guerra opostas podiam manobrar para tirar a maior vantagem possível do peso dos canhões que carregavam de um lado do navio. Estes tipos de engajamento, invariavelmente, eram vencidos pelos navios mais pesados carregando o armamento mais poderoso. A evolução natural foi a construção de embarcações a vela cada vez maiores e as mais poderosas do seu tempo.

A partir do final da década de 1840, a introdução da energia a vapor levou a uma menor dependência do vento nas batalhas e levou a construção de navios de linha de madeira propelidos a vapor. Um numero de navios a vela foram convertido para este mecanismo de propulsão. No entanto a introdução do couraçado em torno de 1859 levou ao declínio dos navios de linha propelido a vapor, e o couraçado de guerra se tornou o ancestral do navio de batalha do século XX.

Origem

A origem dos navios de linha pode ser encontrada nos grandes navio construido pelos Ingleses nos seculos XV e XVI, na Nau contruida pelos Portuguese e nas Caravelas construidas pelas outras nações Europeias. Estas embarcações se desenvolveram a partir dos barcos medievais usados no Mar do Norte e no Baltico, que tinha vantagem em relação as galeras, por possuírem lpataformas denominadas de castelos na popa e na proa que podiam ser ocupadas por arqueiros que disparavam contras as embarcações inimigas. Com o passar do tempo estes castelos ficaram mais altos e mais largos e eventualmente começaram a ser construídos na estrutura da embarcação, aumenta a força da estrutura como um todo.

Mary Rose, uma caravela inglesa, foi uma das primeiras a ser capaz de disparar todos os canhões laterais tendo sido equipada com 78 canhões (91 após a reforma que sofreu em 1536) Foi construída em Portsmouth (1509-1510) e recebeu o nome da Irma de Henrique VIII Mary e do emblema dos Tudor, uma rosa (rose). Ela foi uma das primeira embarcações de guerra contruidas para servir a Marinha Inglesa.Dizem que ela nunca foi usada como navio mercante. Ela era capaz de carregar 500 toneladas (700 após 1536), tinha 126 pés (38,5 m) de comprimento e 38 pés de largura (11,7 m) e sua tripulação era composta por 200 marinheiros, 185 soldados e 30 armeiros. Embora tenha sido o orgulho da frota Inglesa ela foi capturada durante o engajamento com a França em 19 de julho de 1545.

Henri-Grâce à Dieu (“Henrique Graça de Deus”), apelido “Great Harry”, foi uma grande embarcação Inglesa do século XVI contemporânea de Mary Rose. Possuía 165 pés (50 m) de comprimento, pesava entre 1000 – 1500 toneladas e possuía um complemento de 700 a 1000 toneladas. Acredita-se que sua construção foi ordenada pelo Henrique VIII em reposta a embracação escocesa Michael que foi lançada em 1511. Great Harry foi construída nas docas de Woolwich de 1512 a 1514 e foi uma das primeiras embarcações a ter os novos canhões pesados de bronze. No total ela possuía 43 canhões pesados e 141 canhões leves. Ela foi a primeira embarcação com dois conveses, e quando foi lançada ela era o navio mais poderoso da Europa, porém ela “viu” pouca ação. Ela esteve presente na batalha de Solent contra Francis I da França em 1545 (na qual Mary Rose afundou), mas parece ter sido mais uma embarcação diplomática, navegada na ocasião com velas douradas. Na verdade, os grande navios foram conhecidos tanto por seu poder quando pelo design ornamental.

Adoção da Linha de batalha

Do inicio até o meio do século XVII, novas técnicas de batalha começaram a ser usada pelas marinhas, em particular pelas marinhas Inglesa e Holandesa. Batalhas anteriores tinha sido travadas entre grandes frotas de navios próximas uma das outras geralmente lançando mão da tática de abordagem. No entanto com o desenvolvimento dos canhões e com adoção da disposição lateral as táticas navais tiveram que ser revistas. Com as armas dispostas lateralmente, a tática mais favorável era garantir que o maior numero possíveis de navios disparassem todas as sua armas.. A tática de linha de batalha exige que navios formem uma longa fila única próxima a frota inimiga ao mesmo tempo. Neste contexto, as frotas descarrecam seus canhões uma nas outras até um dos lados se retirar. Qualquer manobra deve ser feita com os navios permanecendo em linha para proteção mútua.

A adoção de tática de linha de batalhas teve conseqüências no design dos navios. A vantagem dada pela altura dada pelos castelos de proa e de popa foi reduzida agora que combate corpo-a-corpo se tornou menos essencial. Na verdade, A necessidade de manobrar em batalha fez com que o alto peso dos castelos se tornasse uma desvantagem. Então eles encolheram, fazendo dos navios de linha mais manobráveis do que seus antecessores tendo o mesmo poder de combate. Como uma conseqüência o casco aumentou, permitindo que o tamanho e quantidade de armas também aumentassem.

Evolução do design

Mahmudiye, (1829) ordenado pelo Sultão Otomano Mahmud II e construído pelo Arsenal Naval Imperial em Istambul foi por muitos anos o maior navio de guerra do mundo. O navio de linha de 62,0 m de comprimento, 17,0 m de largura e 7,0 metros de altura era armado com 128 canhões em seus 3 conveses. Ele participou de várias batalhas, incluindo o cerco de Sevastopol (1854-1855) durante a Guerra da Criméia (1854 – 1856). Ela vai desativada em 1875.

As frotas do século XVII consistiam de uma centena de navios de tamanhos diferentes, porém no meio do século XVIII, o design dos navios de linha tinha se fixado em poucos modelos padrões: antigo de 2 conveses (com dois conveses repletos de canhões atirando através de portinholas)  de 50 canhões (que eram muito fracos para a batalha em linha mas podiam ser usados para escoltar comboios; dois conveses com 64 a 90 canhões os quais formavam a principal parte da frota; e 3 conveses ou até 4 com 98 a 140 canhões que eram usados como navios de comando do almirante. Frotas compostas por 10 a 25 desses navios, com seus navios de suprimentos e fragatas mensageiras e batedoras, mantinha o controle das rotas marítimas.

O tamanho mais comum dos navios de linha era o “74” (nome dado por causa dos 74 canhões), que foi desenvolvido pela frança na década de 1730, e logo adotado pelas outras frotas. Antes deste tempo os Ingleses possuíam 6 tamanhos de navios de linha: os menores 50 e 60 canhões (os quais eles achavam que eram muito pequenos para uma tática de batalha em linha) enquanto os 80 canhões e maiores de 3 conveses e que eram instáveis em águas oceânicas. OS melhores navios ingleses da época era os de 70 canhões (2 conveses) de aproximadamente 150 pés (46 m) de comprimento no convés de armas, enquanto o novo modelo francês tinha aproximadamente 170 pés (42 m). Em 1747 os ingleses capturaram alguns navios franceses durante a Guerra da Sucessão Austríaca. Na próxima década Thomas Slade (Superintendente da marinha de 1755, juntamente com o William Bately – co-superintendente) romperam com o passado e desenvolveram varias classes novas de 74 de 51 m e 52 m para competir com o modelo francês, começando pelas classes Dublin e Bellona. Seus sucessores melhoraram gradualmente manuseio e tamanho na década de 1780. Outras marinhas acabaram construindo seus próprios “74s” já que estes tinham p equilíbrio perfeito entre poder ofensivo, custo e manobrabilidade. Eventualmente metade dos navios Britânicos eram “74s”. Embarcações maiores continuaram sendo construídas, como os navios de comando, mas eles só eram uteis se conseguissem chegar perto o suficiente do navio inimigo. O 74 permaneceu o navio favorito até 1811, quando o método Seppings de construção permitiu navios maiores serem construídos com uma maior estabilidade

Combate

Embora Espanha, Holanda e França tenham construído enormes frotas, e no caso da França com navios melhores, eles raramente eram páreos a pericia dos marinheiros britânicos. A tripulação britânica se destacava em parte por passar mais tempo no mar e geralmente se alimentavam melhor, eram melhores treinados em artilharia (permitindo um taxa de tiro mais rápido) e eram mais competentes, já que a Marinha Real baseava suas promoções mais no mérito do que na compra.

Nos mares do Norte e no Oceano Atlântico frotas Britânicas, Holandesas, Francesas e Espanholas lutaram inúmeras batalhas em suporte a seus exércitos e para impedir acesso a rotas comerciais. No mar Báltico, Suécia, Dinamarca, Holanda e Rússia fizeram o mesmo, enquanto no Mar Mediterrâneo, Rússia, Turquia Otomana, Veneza, Portugal, Inglaterra e França lutaram pelo controle.

Durante as Guerras Napoleônicas, A Inglaterra derrotou os maiores poderes marítimos da Europa em batalhas como a de Copenhague, Cabo São Vicente, Aboukir (“O Nilo”), e Trafalgar, permitindo que a Marinha Real se estabelece-se como o primeiro poder naval do mundo. Destra forma, em 1815 após as Guerras Napoleonicas a Inglaterra possuía a maior e mais profissional marinha do mundo, composta por centenas de navios a velas de todos os tamanhos e classes.

Man-of-War


O man-of-war (também conhecido como man-o’-war) foi o navio mais poderoso entre os séculos XVI a XIX. O termo se refere a navios armados com canhões de propulsão a vela. Ele foi desenvolvido na Inglaterra no inicio de 1600. A primeira versão desta embarcação foi uma adaptação da Nau portuguesa. Mais tarde, John Hawkins desenvolveu o legitimo Man-ofWar, uma embarcação composta por três mastros que tinha 200 pés (61 m) de comprimento e podia carregar até 124 canhões, (4 na frente, 8 atrás e 56 em cada lado). Todos estes canhões precisavam de três conveses. Sua velocidade máxima ETA de 8 a 9 nós (9  mph a 10 mph- 15km/h a 17 Km/h).

man_o_war

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Uma resposta

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